2012-06-23
Seguir em frente.
Nunca esmoreças
Alma fraterna, recorda:
Os momentos infelizes
parecem noites de crises
Em que o céu lembra um vulcão;
Ribombam trovões no espaço,
Coriscos falam da morte,
Passa irado o vento forte,
Tombando troncos no chão...
Os animais pequeninos
Gritam pedindo socorro
Descendo de morro em morro,
Cai à enxurrada a correr...
Mas finda a borrasca enorme,
No escuro da madrugada,
Em riscas de luz dourada,
Vem o novo amanhecer.
Assim também na vida,
Se atravessas grandes provas,
Na estrada em que te renovas,
Guarda a calma ativa e sã;
Sofre, mas serve e caminha,
Vence a sombra que te invade,
Se a hora é de tempestade,
Há novo dia amanhã...
Os momentos infelizes
parecem noites de crises
Em que o céu lembra um vulcão;
Ribombam trovões no espaço,
Coriscos falam da morte,
Passa irado o vento forte,
Tombando troncos no chão...
Os animais pequeninos
Gritam pedindo socorro
Descendo de morro em morro,
Cai à enxurrada a correr...
Mas finda a borrasca enorme,
No escuro da madrugada,
Em riscas de luz dourada,
Vem o novo amanhecer.
Assim também na vida,
Se atravessas grandes provas,
Na estrada em que te renovas,
Guarda a calma ativa e sã;
Sofre, mas serve e caminha,
Vence a sombra que te invade,
Se a hora é de tempestade,
Há novo dia amanhã...
Sera??
Os poetas místicos são filósofos doentes,
E os filósofos são homens doidos.
Porque os poetas místicos dizem que as flores sentem
E dizem que as pedras têm alma
E que os rios têm êxtases ao luar.
Mas as flores, se sentissem, não eram flores,
Eram gente;
E se as pedras tivessem alma, eram coisas vivas, não eram pedras;
E se os rios tivessem êxtases ao luar,
Os rios seriam homens doentes.
Alberto CaeiroE os filósofos são homens doidos.
Porque os poetas místicos dizem que as flores sentem
E dizem que as pedras têm alma
E que os rios têm êxtases ao luar.
Mas as flores, se sentissem, não eram flores,
Eram gente;
E se as pedras tivessem alma, eram coisas vivas, não eram pedras;
E se os rios tivessem êxtases ao luar,
Os rios seriam homens doentes.
Poetas
Ai almas dos poetas
Não as entende ninguém,
São almas de violeta
Que são poetas também.
Andam perdidas na vida,
Como estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!
Só quem embala no peito
Dores amargas secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas.
E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma para sentir
A dos poetas também!
Florbela EspancaAi almas dos poetas
Não as entende ninguém,
São almas de violeta
Que são poetas também.
Andam perdidas na vida,
Como estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!
Só quem embala no peito
Dores amargas secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas.
E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma para sentir
A dos poetas também!
Meu conselho é que se case. Se você arrumar uma boa esposa, será feliz; se arrumar uma esposa ruim, se tornará um filósofo.
Sócrates
Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico.
Sêneca
Querem que vos ensine o modo de chegar à ciência verdadeira? Aquilo que se sabe, saber que se sabe; aquilo que não se sabe, saber que não se sabe; na verdade é este o saber.
ConfúcioAlma aprisionada
Aprisionou-se a alma do poeta
Que versos de amor escrevia
Pois se apaixonava todos os dias
Escrevia, escrevia.
Inspiração era o que mais tinha
Para cada noite
Uma mulher ele escolhia
Envolvia com seus versos doces
Que ela jamais esqueceria
De segunda a segunda
O insano poeta escrevia
Enviando seus versos
Para novas amantes que queria
Louco, louco poeta!
Que em versos mentia
Quando algum amigo o advertia
Ele somente ria...
Dizendo que era sua arte
E de nada se arrependia
Nas madrugadas embalado pelo vinho
D e volta para casa, deixava para traz
Mais um coração iludido
Mas o dia que o amor encontrou
E para ela o mais belo e verdadeiro
Poema escreveu, e com rosas perfumadas
A ela enviou
Surpreso e aterrado ficou
Quando seu presente voltou com bilhete que dizia:
Poeta com muitos corações brincou
Porém agora que escreves a verdade
Infelizmente é tarde
Pois sua amada hoje se casou.
O brilho do mundo para ele apagou
Nunca mais pode escrever versos de amor
Aprisionou-se sua alma em triste melancolia
Deixando para sempre a pena
com a qual escrevia.
Que versos de amor escrevia
Pois se apaixonava todos os dias
Escrevia, escrevia.
Inspiração era o que mais tinha
Para cada noite
Uma mulher ele escolhia
Envolvia com seus versos doces
Que ela jamais esqueceria
De segunda a segunda
O insano poeta escrevia
Enviando seus versos
Para novas amantes que queria
Louco, louco poeta!
Que em versos mentia
Quando algum amigo o advertia
Ele somente ria...
Dizendo que era sua arte
E de nada se arrependia
Nas madrugadas embalado pelo vinho
D e volta para casa, deixava para traz
Mais um coração iludido
Mas o dia que o amor encontrou
E para ela o mais belo e verdadeiro
Poema escreveu, e com rosas perfumadas
A ela enviou
Surpreso e aterrado ficou
Quando seu presente voltou com bilhete que dizia:
Poeta com muitos corações brincou
Porém agora que escreves a verdade
Infelizmente é tarde
Pois sua amada hoje se casou.
O brilho do mundo para ele apagou
Nunca mais pode escrever versos de amor
Aprisionou-se sua alma em triste melancolia
Deixando para sempre a pena
com a qual escrevia.
Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas.
Sêneca2012-05-22
2012-05-20
Voar, voar!
Sem apego, sem preocupação
Sem medo, sem ambição
Esquecer o passado
Não pensar no futuro
Voar, Voar!
Ser livre
De qualquer amarra
Pouco importa a saudade
O dinheiro e a sociedade
Voar, voar
Quebrar os elos
Elos? Quais seriam?
Todos os dias vejo-os como fios tênues
Se rompendo por indiferença
Voar, voar!
Ser livre esvaziando-se do velho
De problemas que não são meus
De promessas que não se cumpriram
De assuntos que só o tempo resolveram
Voar, voar!
Sentir somente a brisa leve do ar
As cores, e o calor do raio solar
Sem receios
Sem olhares feios
Voar, voar!
Ser diferente
Sem mais arreios
Livre de freios
Livre do pequeno
Voar, voar!
Livre, livre
Do falso, da caverna
Dos espinhos, das trevas
Da inveja
Da maldade
Voar, voar
Para o céu imenso
Para a luz infinita
Deixando tudo oque infeliz, me fez ser.
2012-05-14
Desabafo.
Quando queremos entrar
Para o bom caminho
Oque mais encontramos
É gente para nos desanimar
Surgem aqueles que pedem ajuda
Porque querem melhorar
Mas também surgem as hienas
Para se aproveitar
Existe aqueles que querem
Tudo ganhar
Sem fazer nenhum esforço
Para outros ajudar
Quando se tem a ideia
De um bom caminho trilhar
E fazer o bem ao próximo
Surge a tropa do deixa pra lá
Um dia eu disse
Um livro com boas palavras
Vou escrever
Ouvi de imediato alguém dizer
Bobagem! já existe muitos
E nada de novo para dizer
E para o desanimo implantar
Continuou a dizer
Escrever passou a ser perigoso
Pois estalou-se as trevas
Para os livros ditar
Então ponho-me a pensar
Como pode as pessoas
Desta forma desanimar
Em comunicar boas palavras
Que a alguém pode ajudar
Quando se propõe
No bom caminho andar
Oque mais se encontra
É gente para desanimar
Então devemos
Força extrema conquistar
Para subirmos a difícil subida
Para o mestre encontrar
Autora
margarete.
Assim foi meu irmão!!!
Boêmio era o poeta
Feliz ou amargurado
Triste acabrunhado
Quando se sentia subjugado
O irmão que o amava
De longe observava
tentando muitas vezes
Traze-lo a realidade
Alerta-lo para os perigos
Pela vida que levava
Oh! pobre irmão
Que enlouquecido ficou
Ao ver que seus conselhos
Não foram ouvidos
Ao depara-se com o poeta estendido
Na relva sob os raios da lua cheia
Lua cheia que tanto ele venerara
Iluminava seu corpo
Em silencio para sempre
Pois a morte o levara.
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